O que é Trip-Hop?

Trip-Hop: também chamado de "música de Bristol", em referência à cidade da Inglaterra, onde o gênero surgiu, é um estilo musical primariamente definido pela união do eletrônico (em suas diversas vertentes) com instrumentos acústicos convencionais, levada por batidas de Hip-Hop em downtempo (batidas desaceleradas, menos de 120 BPM) . Som urbano e ao mesmo tempo etéreo. Introspectivo e sensual. Alguns grupos o farão balançar a cabeça enquanto você bate o pé no chão enquanto outros possivelmente baixarão a sua pressão sanguínea.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A origem do projeto



"Se todo dia houver uma música nova por aqui seremos mais felizes. Cada um entra e posta o que tem, e todo mundo sempre tem algo a postar, portanto não há desculpas." 

Essa era a proposta da 1 Trip-Hop por dia, uma comunidade do Orkut criada em 2006 que, durante um tempo, foi um bom local para se descobrir e compartilhar músicas do gênero Trip-Hop entre seus fãs no Brasil. A atividade da comunidade teve seu pico durante alguns meses, mas logo tornou-se muito esporádica, com raros posts novos. Houveram tentativas para reanimar a comunidade, mas nenhuma obteve sucesso.

Insatisfeito com essa situação e a de outros grupos similares que exisitiram e tiveram um fim parecido, procurei entender os motivos pelos quais tais iniciativas não "vingaram" por muito tempo, a fim de encontrar uma alternativa.

Pesquisei em diversos sites e pude determinar alguns dos principais obstáculos:
  • O gênero é de nicho, ou seja: poucas pessoas o conhecem.
  • Como acontece frequentemente na indústria musical, após o "boom" inicial (que, vale mencionar, limitou-se basicamente à Europa e os Estados Unidos) houve a perda da exposição do gênero ao longo dos anos, o que fez muitas pessoas acreditarem que o gênero está morto e perderem o interesse nele.
  • Não bastando o fato de o gênero ser de nicho, os grupos dedicados a ele existentes são em sua maioria pequenos e isolados (pouco conhecem ou interagem com os outros grupos)
O Trip-Hop não está morto. Diversos artistas ainda produzem músicas que se enquadram, assemelham ou inspiram-se nele. Com pouca exposição, porém, fica difícil acompanhar esses lançamentos. Não existe um catálogo central que liste todos os artistas e suas produções. Dessa forma, descobrir músicas nesse estilo consiste em pesquisas extensas ou ao acaso de ouvir algo em algum lugar e ser capaz de identificar a música e seu autor.

Segregação
me pareceu ser a raíz desses problemas, e foi ao determinar estes fatos, em 2011, que eu tive a idéia de criar um site para enfrentá-los de frente, buscando três objetivos:
  • Agregação: Listar todos os artistas e suas produções em um único lugar, de fácil consulta; Unificar os grupos existentes, quebrando a barreira da língua com um ambiente internacional, baseado na língua Inglesa e oferecendo localizações quando possível.
  • Colaboração: Permitir que qualquer um adicione produções ao catálogo, sustentando um ambiente de troca. O visitante entra no site para conhecer músicas, ver o que o site tem a oferecer. Se o visitante conhecer alguma produção que ainda não esteja catalogada, ele pode e será encorajado a adicioná-la para o desfrute dos próximos.
  • Exposição: Compartilhar fácil e legalmente as músicas com seus amigos, facilitando e encorajando menções ao site nas redes sociais; Por se propor a ser o catálogo definitivo, buscar o apoio dos próprios artistas com divulgação e possível disponibilização de materiais exclusivos no site.

Ainda em 2011, impulsionado por essa súbita e forte inspiração, eu logo parti para a programação do site. Eu já tinha uma certa experiência com o desenvolvimento para a internet e minha linguagem de escolha na época era o PHP.

Durante esse período, eu tinha a técnica e mentalidade de um amador: ainda não tinha certeza absoluta se programação era no que eu queria realmente me dedicar e boa parte dos meus conhecimentos técnicos estavam desatualizados, alguns até obsoletos.


Desenvolvi um protótipo, feio e ineficiente. Aos poucos a inspiração foi se esvaindo e quando me deparei com uma complexidade maior, acabei abandonando o projeto.


Meses depois, no final desse mesmo ano, me resolvi comigo mesmo. Percebi que programação realmente é o caminho que quero e provavelmente devo seguir. Me inscrevi no curso técnico de informática da ETEC Heliópolis, a fim de consolidar as minhas bases tecnológicas. E vi que eu precisava "reciclar" meus conhecimentos. Abandonar o ultrapassado, correr atrás do tempo. Efetivamente me qualificar para o mercado de trabalho atual. Tenho estudado no curso e em casa, durante quase todo tempo que passo acordado. Como TCC, escolhi refazer (e mais importante, concluir) esse projeto, aplicando todo o conhecimento que tenho adquirido.

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